HOJE EU




DESENVOLVENDO E DANDO CONTINUIDADE AS MINHAS PESQUISAS, SOMADO À MATURIDADE AO ENTENDIMENTO, OU COMPREENSÃO DO OFÍCIO, PASSEI A CURTIR MAIS E SOFRER MENOS. A FASE PERFECCIONISTA, ONDE EU SOFRIA E TORTURAVA OS ATORES PARA QUE TUDO SAISSE PERFEITO PASSOU. NÃO QUER DIZER QUE RELAXEI, MAS PASSEI A CONFIAR MAIS NO MEU TRABALHO E NO DESEMPENHO DOS ATORES. PERFECCIONISTO ESTÁ DIRETAMENTE LIGADO A INSEGURANÇA.

OUTRA CARACTERÍSTICA QUE ABANDONEI FOI O AUTORITARISMO. TINHA QUE ME IMPOR PARA QUE FOSSE VISTO COMO SUPERIOR OU LÍDER. HOJE NÃO PRECISO ELEVAR A VOZ OU MOSTRAR QUE ESTOU NO COMANDO. VEJO A RELAÇÃO DIRETOR-ATOR COMO UMA PARCERIA. AMBOS ESTÃO EMPENHADOS PARA UM BEM COMUM.

ISSO SE REPRODUZ NA PRÁTICA DOS ENSAIOS ONDE AO INVÉS DE IMPOR A MINHA CRIAÇÃO COMO SUPREMA PROCURO NEGOCIAR COM OS ATORES PARA CHEGARMOS A UM RESULTADO ONDE AMBOS SE SINTAM REALIZADOS.
QUANDO PRECISO, PROCURO EXPLORAR O QUE HÁ DE MELHOR EM CADA ATOR E AJUDÁ-LOS A EXTERNAR TUDO DE MAIS RICO, TRANSFORMANDO EM ESPETÁCULO. MINHA INVESTIGAÇÃO É JUSTAMENTE PARA PERCEBER QUAL CAMINHO SEGUIR. E ISSO É DIFERENTE PARA CADA ATOR. É SIMPLESMENTE FASCINANTE PERCORRER ESTE MUNDO.

MUITOS QUE ME CONHECERAM NA FASE TIRANA ESTRANHAM MEU MODO DE CONDUZIR HOJE EM DIA, MAS SINTO UMA ENORME SATISFAÇÃO EM PODER CONSEGUIR RESULTADOS INCRÍVEIS MANTENDO O NÍVEL SONORO BEM TRANQUILO.

A MATURIDE É INCRÍVEL. E JUNTO COM TODA ESSA PERCEPÇÃO VIERAM GRANDES ESCLARECIMENTOS E UMA SENSIBILIDADE INCRÍVEL QUE ME PÔS NO CAMINHO DA DESCOBERTA DA VERDADEIRA INTERPRETAÇÃO.
CAMINHO ESTE ILUMINADO PELO ANSEIO DE CADA VEZ MAIS LEVAR EMOÇÃO AO PÚBLICO.

E O PERCURSO CONTINUA. GRANDE ARTE QUE NOS DÁ A CADA FASE DA VIDA UMA NOVA DESCOBERTA.


VAMOS SEGUIR, POIS SE EXISTISSE UM PONTO FINAL NÃO TERIA SENTIDO CONTINUAR.






Seminário de Direção


Entrevista para Ivone Dias

Estudante de Teatro (Artes Cênicas) na UNIÍTALO - Centro Universitário Ítalo Brasileiro

Para "Seminário de Direção".



Alguns trechos

O diretor Carlos Marroco conduz o ator para uma preparação de atuação
consciente, segura e ética, assim como nas demais profissões, partindo do princípio de
que o público é quem deve se emocionar, e da grande responsabilidade e respeito que
o artista tem que ter. Seus exercícios são voltados para que o ator domine com
precisão todas as técnicas de trabalho, físico e mental, amparado por leituras
específicas e acúmulo de informações, necessárias para o desenvolvimento intelectual,
fundamental para as boas atuações.

Para Marroco teatro é a arte universal, a arte que conta história, segundo
palavras do diretor o teatro é imortal, pois a troca com o espectador no ato ao vivo do
teatro, a emoção que se tem ao vivo, é algo transformador, para ele o teatro sempre vai
se reinventar e levar as pessoas a uma emoção única.

O diretor Carlos Marroco pensa no final, para ele o importante é ter o público
como centro, como objetivo central, pensa ele no teatro de forma dialética que leve uma
mensagem e mesmo que o teatro seja feito para entretenimento, deve ser levada
alguma mensagem, por esse motivo é necessário fazer um estudo minucioso sobre o
texto que será encenado, visando sempre o que se vai agregar ao público.

Segundo o diretor Carlos Marroco seu método é baseado no comportamento
humano se baseando em filósofos, cientistas, pintores, músicos, dançarinos, pois
segundo ele o teatro é a união de todas as artes, afirma o diretor que sempre busca um
método que transpareça a verdade, parte do princípio do ser humano da representação
do ser humano, segundo ele o ser humano as 24 horas do seu dia se expressa através
do seu corpo e poucas horas do seu dia se expressa pela fala, que primeiro o ser
humano se expressa através da respiração, e o corpo se molda através desse
sentimento, sendo a respiração fundamental para conduzir esse sentimento, essa
sensação, e quando o corpo expressa o sentimento a voz sai como um impulso e com
esse sentimento, segundo Marroco esse método ele chama de método teatro
consciente, onde o ator leva a emoção ao público, sendo o ator um condutor para levar
essa emoção , pensa então o diretor em um método que a respiração molda o
sentimento, assim como molda o corpo, e o expressar do ator para um sentimento
verdadeiro.

Marroco trabalha partindo do texto, segundo ele sua primeira
preocupação é o público, levar uma mensagem para o público, parte o diretor de
questionamentos como Porque montar esse espetáculo? O que eu vou levar ao
público? Então parte ele para um estudo do texto, para saber como ele vai montar esse
espetáculo o tipo de adaptação que vai fazer, após esse estudo e após experimentar
com os atores ele segue para fazer um esqueleto do espetáculo, fazendo as marcações
e movimentações dos atores, após esse processo ele começa a a trabalhar a
interpretação, segundo ele, busca trabalhar cada passo para chegar nas
emoções, e entender as entrelinhas dos personagens. Nesse momento entra seu método, onde há
11 principais orientações:



Desenvolver a AGILIDADE MENTAL e PRONTIDÃO, pois o ator deve pensar e agir rapidamente, associar várias informações, técnicas e emocionais, e estar sempre preparado, com recursos técnicos e artísticos, disponíveis em seu repertório pessoal, para o hábil desenvolvimento de um espetáculo.

A SEGURANÇA EM CENA começa com os pés que devem ser firmes no chão, suaves ou tensos, de acordo com a intenção da cena e personagem. Uma base consolidada e a certeza do que se está fazendo, eliminam a ansiedade e favorecem o trabalho do ator.

O sentimento se constrói pela RESPIRAÇÃO. A respiração molda o corpo proporcionando a expressão do sentimento.

Os CÓDIGOS CORPORAIS foram estudados partindo do princípio que o ser humano em mais horas do dia pode EXPRESSAR EMOÇÕES ATRAVÉS DO CORPO, usando a voz em uma parte menor de seu dia. Levando isso para o palco, onde o ator é observado por inteiro, estuda-se a simbologia corporal, buscando formas que expressem sentimentos e estimulem as emoções através destes moldes do corpo. Uma vez aflorada a emoção, dentro desses códigos, quando usada a voz ela sai na ENTONAÇÃO CORRETA A PARTIR DOS IMPULSOS CORPORAIS.

O aprendizado da interpretação forma atores. O ATOR EM CONTÍNUO ESTUDO E INVESTIGAÇÃO, o mantém “ator” e o faz ser diferencial na profissão. O ator que sabe interpretar, e SER DIRIGIDO, ou seja, o verdadeiro cumpridor de sua profissão pode transitar por qualquer veículo, afastando o mito que ator de teatro não sabe trabalhar em cinema ou televisão.

Trabalhar o ator fora de sua zona de conforto, sempre com o distanciamento do obvio e propondo o estudo e o entendimento dos arquétipos, é fundamental na ELIMINAÇÃO DOS ESTEREÓTIPOS, assim como, pesquisa de campo na construção de personagens e observação da vida real. Dessa forma atinge-se a criação verdadeira, colaborando com a evolução do espetáculo.

A LIMPEZA CÊNICA consiste em eliminar gestos e hábitos cotidianos, levando para cena apenas o necessário. Desenvolvida através de exercícios, ajuda o ator a eliminar os vícios de interpretação.


Pensar ao contrário na concepção do espetáculo, ou seja, o PUBLICO EM PRIMEIRO LUGAR, torna o ator consciente de sua função cultural. O que levar? Qual a mensagem? Por que esta história tem que ser contada neste corrente ano? São algumas perguntas repassadas para os atores, influenciando-os nos seus estudos, buscando objetividade e sintonia no espetáculo.













IMORTAL




Carlos Eduardo Marroco

Data da posse: 05/11/2013
ALBSC – Seccional Florianópolis
Cadeira N° 18
Patrono Álvaro Augusto de Carvalho

Obras:

Livro: Trilogia da Maldade – Editora Baraúna  - 2010

Peças Teatrais:

Morte em vida – 2016; O matador de almas – 2016; Eu não matei Carmen – 2013; O suspeito caso do Bar Noir – 2012; Cinzas – 2010; As bruxas do Desterro – 2010; O segredo de Magdalen – 2009; O Mundo de Narciso – 2005; Marroco Conta Quatro Histórias de Paixão – 2005; Igreja Ribeirãopretana da Des-graça – 2005; Ausência – Prêmio de melhor texto original – 2004; Decifra-me – 2002; Erótico Club – 2002; Corço – 2002; Se o Sol me der dom dia - Prêmio de melhor texto original – 2002.

Roteiros cinematográficos:

A Morte Voltada – 2005; Ausência - 2004.


Carlos Eduardo Marroco, nascido em 4 de setembro de 1974, filho de João José Marroco e Ana Maria Lemos Marroco, em Ribeirão Preto – SP. Iniciou sua carreira artística no ano de 1989, envolvido com as artes plásticas e atuação teatral. Cinco anos depois, em 1994 inicia sua carreira como diretor teatral, que com vasta experiência se estende até os dias atuais, onde aprofundou seus estudos nas artes cênicas, o que o levou a tornar-se mais tarde o autor de seus próprios espetáculos.
Seus primeiros escritos surgiram em sua adolecência, mas profissionalmente, como dramaturgo, registra-se a partir do ano de 2002. Com estilo próprio tem um conjunto de 15 peças teatrais e dois roteiros cinematográficos. Em 2010 lança seu primeiro livro “Trilogia da Maldade”, pela Editora Baraúna/SP.
Sua história com Florianópolis se dá a partir de 2005, como diretor teatral e dramaturgo, dirigindo espetáculos de sua autoria e clássicos, com artistas da cidade e região. Tornou-se sua cidade de coração, dividindo períodos de trabalho e estudos entre São Paulo e Florianópolis.
Em 5 de novembro de 2013 entra para ALBSC Seccional de Florianópolis, passando a ocupar a cadeira de N°18 cujo Patrono é Álvaro Augusto de Carvalho. Sua posse ocorreu na cidade de Florianópolis numa cerimônia onde estavam presentes o presidente estadual, o Sr Miguel João Simão, e presidente da Seccional, o Sr Valdir Mendes.

Marroco, em sua tragetória, está em constante busca e inquietação para através de sua obra questionar cada vez mais o lado desconhecido e perturbador do ser humano.


Álvaro Augusto de Carvalho

Nascimento: Desterro, 1 de março de 1829
Morte: Buenos Aires, 5 de setembro de 1865
Filho de Luís José de Carvalho e de Florinda Luiza de Carvalho.
Escreveu várias peças teatrais, que o consagraram como o primeiro dramaturgo catarinense. Dentre suas peças encenadas no Desterro, estão O Pescador Pedro Martelli e Uma Moça de Juízo.
Foi primeiro-tenente, tendo falecido em decorrência de uma febre tifóide, contraída quando no comando da canhoneira Ipiranga, na Guerra do Paraguai.
Foi sepultado em Buenos Aires.
É patrono da cadeira 1 da Academia Catarinense de Letras.
O Teatro Álvaro de Carvalho é denominado em comemoração a seu nome, assim como a rua Álvaro de Carvalho, ambos em Florianópolis.




GROSELHANDO


COMEDY SHOW

Com dois atores dirigidos por Carlos Marroco: 

Adriano Schmidt e Felipe Küchler




Em cada GROSELHANDO um novo convidado.




O ASSALTO NO TERCEIRO FESTIVAL NACIONAL CARPE DIEM



Prêmios:

Melhor Cenografia: Carlos Marroco
Melhor Pesquisa: Carlos Marroco
Melhor Direção: Carlos Marroco
Segundo Melhor Espetáculo: Evoé Cia de Teatro

Indicações:

Melhor Ator: Lucas Barbugiani e Rodrigo Ximarelli


FICHA TÉCNICA

"O ASSALTO"
De José Vicente
Direção Carlos Marroco
Elenco: Lucas Barbugiani e Rodrigo Ximarelli

Equipe: Lucas Pedroso, Maggie Abreu e Marcelo Fernandes

Realização: Evoé Cia de Teatro

www.evoeteatro.com.br


Fotos po Lucas Pedroso



















Fotos Festival